oi =}

"Não cobiço nem disputo os teus olhos, não estou sequer à espera que me deixes ver através dos teus olhos, nem sei tão pouco se quero ver o que vêem e do modo como vêem os teus olhos. Nada do que possas ver me levará a ver e a pensar contigo se eu não for capaz de aprender a ver pelos meus olhos e a pensar comigo.
"
(Iniciação - Ademar Santos)

3 de junho de 2009

Saí no Jornal...

É.
No Diário do Pará.
Numa reportagem falando sobre Literatura Paraenses.
Participei de uma enquete sobre o assunto. Ó:

Não saí no meu melhor ângulo... =P

Bom... Acho que minha opinião no assunto não ficou claro aí. Até porque nem falei com essas palavras. Ao ler isso daí achei minha resposta tosca, fraca e de gente que eu chamaria de burra.

Vou me explicar.

Nota de esclarecimento:
Já tentei ler alguns livros de autores paraenses, li pela metade "Belém do grão Pará" do Dalcídio Jurandir, achei cansativo, enrola muito, não me prendi a leitura.
Quanto ao Bruno Menezes eu acho uma linguagem exagerada, exagera no regionalismo que nem eu que sou daqui consigo entender algumas coisas.
Como a maioria das coisa paraenses, querem falar tanto da nossa cultura que exageram.
Não é a toa que pensam por aí que aqui é só mato e só tem índio. Nós vendemos isso, falamos isso, por isso seremos conhecidos assim.
Claro que temos que falar do nosso Estado! Temos que falar das nossas raízes, mas escritor paraense não pode ser só escritor paraense, tem que ser escritor, ser mais amplo, abrangente.
Os escritores mais famosos e os melhores não se limitam a apenas uma coisa, como vejo aqui.

Dá uma olhada nos trechos de coisas que tentei ler:

“E o branco sentindo xodó pela preta, agüentando a mareta gemendo no fungo, bem quer e não pode, mas vai de teimoso se acabar no rebolo da bamba africana...” (Bruno de Menezes.)

"Sendo o que se comentava, aos cantos, sem ócio de língua e lábios, num sussurruído, (...) Pelo que, aqueles Dagobés; brutos só de assomos, mas treitentos, (...) os chefes de tudo, não iam deixar uma paga em paz: se via que estavam de tensão feita. Por isso mesmo, era que não conseguiam disfarçar o certo solerte contentamento, perto de rir. Saboreavam já o sangrar. Sempre, a cada podido momento, em sutil tornavam a juntar-se, num vão de janela, no miúdo confabulejo. Bebiam. Nunca um dos três se distanciava dos outros: o que era, que se acautelavam? (...) o rapaz Liojorge, ousado lavrador, afiançava que não tinha querido matar irmão de cidadão cristão nenhum, puxara só o gatilho no derradeiro do instante, por dever de se livrar, por destinos de desastre! Que matara com respeito. E que, por coragem de prova, estava disposto a se apresentar, desarmado, ali perante, dar a fé de vir, pessoalmente, para declarar sua falta de culpa, caso tivessem lealdade..." (Dalcídio Jurandir)

Então... Eu nem falei tudo isso. Mas isso que eu acho, infelizmente não me deixei entender.

Eu tava pensando... Já saí no blog do Danilo Gentili, no Jornal e na televisão.
To ficando famosa... HAUhsUHAUS

Na televisão eu saí numa matéria de "mulheres que lutam Muay Thai" .
Não. Eu não luto.

Eu tava na academia e chegaram lá pra fazer a matéria.
os donos da academia pediram pra eu participar.
O professor deu uns 20 minutos de aula e pronto. Fomos filmar.
Eu saí na matéria dando uns golpes... HUshAUshUAHSuA

Ainda bem que ninguém viu. Nem eu.
Só um cara que estudei na 6ª série me mandou no msn: Te vi na TV.

Blz...
o Danilo me chamou de desocupada
No jornal passei idéia de tosca
e na TV me passei por mentirosa.

To arrasando!


PS: Estão falando que meu blog tá muito regionalista. Eu vou tentar me conter, ok?


Talitalitalita

8 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkk

    Essa repórter ao inves de gravar o que se responde, anota e monta a opinião que ela quiser.

    Toda leza!

    E o Dalcídio Jurandir é o autor paraense mais UNIVERSAL de todos. Por esse mérito, é reconhecido em meio mundo, menos por ti. hsuahisuhauihsa

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  2. Agora...Bruno de Menezes realmente é complicadissimo...mas ele não é regionalista, é bairrista!

    O que ele escreve é só para uma "tribo" digamos assim...a dos negros amazonidas da época dele.

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  3. É assim mesmo fia...
    Hahah!

    Não conheço nenhum desses escritores, mas pelos trechos que vc supracitou, realmente, vc tem razão...

    Se eu começo ler um livro, nas três primeiras páginas, já sei se vou lê-lo em três dias ou três meses ou 3 anos!

    Bjus

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  4. \blogrealmenteregionalista

    \talitaregionalista

    mas eu ti curto

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  5. Huhauiheuaehheheauehaui! ;P
    Ri muito!

    Sinceramente, dos três, a melhor aparição sua foi no blog do Danilo Gentili! auheiueah

    'A Talita é pop, a Talita é pop!'

    Beijo.

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  6. Concordo que a glera daqui quer ser tão da terra, mas tão da terra que acabam sendo um monte de "minhocas".

    É xato ouvir um músico paraense "minhoca". Deve ser um saco também ler os "minhocas" da vida...

    Paciência né =p

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  7. Infelizmente minha amada amiga, a literatura paraense não é para todos. Porque para ler um livro como o do Dalcídio, Max Martins(que Deus o tenha) etc, é preciso muita cultura conhecimento de história coisa que a maioria das pessoas não tem. Os nossos escritores são tão bons quanto Camões e companhia. E o que o João pé de feijão disse foi de extrema importância, Dalcídio é conhecido quase no mundo tudo. É uma pena que não damos o valor suficiente para o que é nosso. Mas bem, gosto não se discuti.

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  8. É... Gosto não se discute.
    Dou valor para o que é nosso, mas tbm tenho meu gosto.

    ;*

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